Cinco mudanças simples de estilo de vida que ajudam a viver mais e melhor
Esquecer-se de pequenas coisas, como onde ficaram as chaves, é uma parte comum do envelhecimento — mas isso não significa que o declínio cognitivo seja inevitável. Um estudo recente mostrou que o cérebro humano atravessa cinco grandes fases ao longo da vida, com as principais transições a ocorrerem, em média, aos 9, 32, 66 e 83 anos. A boa notícia é que estas transições não são iguais para todas as pessoas, e existem hábitos simples e sustentados no tempo que ajudam a proteger a saúde cerebral e a viver mais e melhor.
O cérebro muda, mas pode ser treinado
Assim como os músculos, as conexões cerebrais precisam de estímulo constante para se manterem fortes. Um grande estudo concluiu que um estilo de vida ativo — que inclua estudo, socialização, trabalho e lazer — pode retardar significativamente o aparecimento da demência, ao construir aquilo que os investigadores chamam de “reserva cognitiva”: a capacidade do cérebro de compensar os danos causados pelo envelhecimento, encontrando novos caminhos neuronais. Segundo o psicólogo Alan Gow, da Universidade Heriot-Watt de Edimburgo, “temos oportunidades de proteger e promover a nossa saúde cerebral em todas as idades e fases da vida”.
Aprender algo novo, todos os dias
Uma das formas mais simples de reduzir o risco de demência é experimentar algo novo. A jardinagem, por exemplo, já é usada em alguns cuidados médicos por estimular partes do cérebro que normalmente não seriam ativadas. Aprender uma nova língua tem efeito semelhante, ao obrigar diferentes áreas cerebrais a comunicar entre si — e há evidências de que este estímulo pode atrasar até cinco anos o aparecimento dos sintomas de Alzheimer.
Alimentação colorida e movimento regular
Uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras de várias cores fornece as vitaminas, fibras e minerais associados a uma melhor saúde cerebral e cardiovascular. O aumento do consumo de fibra, em particular, já demonstrou melhorar as funções cerebrais em apenas três meses, segundo investigação recente. Quanto ao exercício, não é preciso treinos intensos: caminhar regularmente, ou até trocar o elevador pelas escadas, já traz benefícios mensuráveis. Pessoas mais ativas na meia-idade apresentam um risco 45% menor de desenvolver demência do que as menos ativas.
Amigos também prolongam a vida
As relações sociais têm um peso surpreendente na longevidade: pessoas com uma vida social ativa tendem a ser mais saudáveis do que as mais isoladas, e a Organização Mundial da Saúde já classificou as conexões sociais como uma “prioridade de saúde global”. Cultivar amizades através de um novo hobby, de um curso ou de um grupo de caminhada é uma forma simples de somar este benefício aos restantes. No fim, a mensagem dos especialistas é que não são grandes reformas de vida que fazem a diferença, mas sim pequenas mudanças mantidas ao longo do tempo.



