Exposição em Maputo transforma resíduos e memória em arte performativa
Uma exposição em cartaz no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, está a convidar o público moçambicano a repensar a relação entre corpo, memória e espaço urbano através da arte contemporânea. Intitulada “Configurações Performativas”, a mostra reúne trabalhos dos artistas moçambicanos Ventura Mulalene e Fernando Chaleca, com curadoria de Titus Pelembe, e permanece aberta até 12 de Outubro.
Plantas, memória e o movimento dos mercados
Ventura Mulalene assina peças que dão nova forma a elementos vegetais, associando-os a gestos performativos inspirados na forma como as pessoas se deslocam pelos mercados e bairros de Maputo. O resultado é um convite a olhar de outra maneira para trajectos que, no quotidiano, passam despercebidos.
Resíduos industriais transformados em abrigo
Fernando Chaleca aposta em materiais industriais e resíduos descartados para erguer estruturas que remetem a abrigos e labirintos. Uma das instalações obriga literalmente o visitante a curvar-se e a fazer pausas para avançar, transformando a experiência física em reflexão sobre o que significa proteger e ser protegido — e chamando a atenção para a urgência da gestão de resíduos sólidos em Moçambique.
A exposição, apoiada pelo Millennium BIM, é mais uma prova da vitalidade da cena de artes visuais moçambicana e de como artistas nacionais estão a usar materiais do quotidiano para provocar novas leituras sobre identidade, ambiente e cidade.
Onde: Centro Cultural Franco-Moçambicano, Maputo. Quando: até 12 de Outubro de 2026.




