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Sal impróprio para consumo humano motiva alerta em Moçambique

Sal impróprio para consumo humano motiva alerta em Moçambique

Um alerta das autoridades de segurança alimentar voltou a chamar a atenção para a importância de verificar cuidadosamente os produtos adquiridos no mercado. Em diferentes pontos de Moçambique, foi identificado sal destinado exclusivamente à alimentação animal que estaria a ser comercializado como se fosse próprio para consumo humano.

A informação surgiu na sequência de acções de fiscalização realizadas pela Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica (IGSAE), que considera o caso uma questão de saúde pública. O produto identificado é proveniente da África do Sul e não apresenta, segundo a instituição, os elementos exigidos para o sal destinado à alimentação humana.

Produto encontrado em duas províncias

Durante as operações, as equipas de fiscalização localizaram o sal num estabelecimento situado em Michafutene, no distrito de Marracuene, província de Maputo, e numa loja comercial na província de Inhambane. No primeiro local foram apreendidas cerca de 1,2 toneladas, enquanto no segundo foram retiradas do circuito comercial aproximadamente três toneladas.

As autoridades ainda procuram esclarecer as circunstâncias que permitiram a entrada e a distribuição do produto no mercado nacional. As averiguações decorrem através das delegações da IGSAE, com abrangência em várias zonas do país.

O que os consumidores devem verificar

O sal para consumo humano deve cumprir requisitos específicos de rotulagem e de fortificação com micronutrientes. Entre as informações que devem estar visíveis na embalagem encontram-se a identificação do fabricante, o selo aplicável, a declaração de fortificação, a indicação da presença de iodo, a data de produção e o prazo de validade.

A ausência destes dados deve ser encarada como um sinal de alerta. Produtos vendidos a granel, sem embalagem adequada ou sem informação clara sobre a sua finalidade também exigem prudência, sobretudo quando a origem e as condições de armazenamento não podem ser confirmadas.

Antes de colocar o sal no carrinho, o consumidor deve confirmar se a embalagem indica claramente que o produto se destina à alimentação humana.

Responsabilidade de comerciantes e produtores

A fiscalização deixou igualmente um apelo aos comerciantes e produtores para que não coloquem à venda produtos destinados à alimentação animal como se fossem géneros alimentícios. A mesma recomendação se aplica a artigos que não cumpram as normas legais de rotulagem, qualidade e fortificação.

O episódio reforça a necessidade de uma cadeia de comercialização mais controlada, desde a importação até ao ponto de venda. Para as famílias, a principal medida é escolher estabelecimentos formais e conservar as embalagens ou informações do produto sempre que surjam dúvidas.

Enquanto prosseguem as investigações, a recomendação é simples: não consumir sal cuja finalidade, origem ou rotulagem não estejam claramente identificadas e comunicar eventuais suspeitas às autoridades competentes.

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