Angola reativa plano contra Mpox após aumento alarmante de casos

Angola reativa plano contra Mpox após aumento alarmante de casos
A propagação recente da Mpox em Angola levou as autoridades de saúde a reativarem o Plano Nacional de Contingência para conter o avanço da doença. Com o registo de centenas de casos confirmados nos últimos meses, o país enfrenta um desafio epidemiológico que exige uma resposta rápida, coordenada e preventiva. A medida visa reforçar a vigilância sanitária e garantir que as equipas médicas estejam preparadas para lidar com o aumento de diagnósticos em várias províncias.
Até ao momento, os dados oficiais apontam para mais de 590 casos confirmados e dois óbitos associados à doença desde o final de 2024. A província de Cabinda e a região de Moxico Leste figuram entre as zonas mais afetadas por esta nova vaga de contágios. Para além destas áreas, foram recentemente identificados novos casos em Lunda-Sul e noutras partes de Moxico, o que demonstra uma dispersão geográfica que preocupa os especialistas em saúde pública.
Um dos aspetos mais marcantes deste surto é o perfil demográfico dos pacientes mais afetados. De acordo com informações partilhadas pela Direção Nacional de Saúde Pública de Angola, o grupo etário que regista a maior taxa de infeção situa-se entre os 20 e os 24 anos de idade. Curiosamente, as estatísticas indicam que o sexo feminino tem sido o mais atingido por esta vaga, um dado que está a ser analisado pelas autoridades para direcionar melhor as campanhas de sensibilização e prevenção comunitária.
Para tentar travar a cadeia de transmissão, o governo angolano mobilizou um lote inicial de 50 mil doses de vacinas contra a Mpox. Esta campanha de imunização não será universal nesta fase, focando-se prioritariamente nos grupos de maior risco.
As vacinas estão a ser distribuídas estrategicamente para:
- Contactos diretos de pessoas que testaram positivo para a doença;
- Profissionais de saúde que atuam na linha da frente e lidam diretamente com doentes infetados;
- Equipas de resposta rápida destacadas para as províncias com maior incidência de casos.
As autoridades governamentais reforçam que o investimento contínuo na formação de profissionais e na melhoria dos sistemas de informação é crucial para o sucesso desta operação. O objetivo é garantir que toda a rede de saúde esteja apta a identificar e isolar precocemente novos casos, minimizando o impacto sobre as comunidades locais.
“A prevenção e a resposta rápida continuam a ser as ferramentas mais eficazes para controlar a expansão da Mpox e proteger a população mais vulnerável.”
Com o Plano Nacional de Contingência plenamente ativo, espera-se que a articulação entre as diferentes províncias angolanas melhore significativamente. A monitorização constante dos contactos e o reforço das medidas de higiene e distanciamento físico em áreas afetadas permanecem como pilares fundamentais para mitigar o impacto deste surto de saúde pública no continente africano.




